sábado, 10 de abril de 2021

Oficina G3 - Além Do Que Os Olhos Podem Ver [2005] #REVIEW

 

O ano é 2005 e depois da saída do vocalista PG, o Oficina G3 volta com o pesadíssimo álbum "Além Do Que Os Olhos Podem Ver", lançando a banda como um trio: Juninho Afram (vocal e guitarra), Duca Tambasco (baixo) e Jean Carllos (teclado). A bateria foi gravada pelo Lufe.

Percebe-se uma grande mudança no som da banda em comparação com o último disco desde então, "Humanos" de 2002. O som aqui está mais coeso, pesado e muito próximo do Metal Progressivo. Inclusive, super indicado para fãs de Dream Theater.

O álbum começa com a "Intro" que como o próprio nome diz, é apenas uma introdução de poucos segundos com alguns latidos de cachorros. E já entra pesada "Mais Alto", que tem riffs maravilhosos. O peso continua com "Réu Ou Juíz". "Meu Legado" também chega com tudo e dou destaque para a letra:

Viver sem nada tendo muito
Melhor que muito sem ter nada
Deus, o meu muito é Você

"Através Da Porta" já traz um ritmo mais cadenciado e progressivo. O disco agora emenda duas baladas: "Além Do Que Os Olhos Podem Ver", que tem um dos solos mais bonitos e "A Lição", outra bela composição da banda que fala sobre como não conseguimos desenvolver de fato os ensinamentos de Jesus.

"O Fim É Só O Começo" é um tapa na cara daqueles que desacreditam da volta de Cristo. A música encerra com um lindo solo.

Vão os dias, vêm os anos
O fim desacreditado
Aí está, diante dos seus olhos

"Lugar Melhor" tem uma pegada mais louvor, mas nada que deixe o álbum ruim. "Amanhã" tem mais peso, justamente para emendar com a maravilhosa "Sem Trégua" que tem a participação do Marcão, vocalista do Fruto Sagrado.

Agora o álbum vai para minha preferida, "De Olhos Fechados", que é perfeita em tudo: estruturação, instrumental, letra, vocal, solo... tudo nessa música é ótimo e acima da média! "Ver Acontecer" se vê claramente uma crítica ao sistema político brasileiro juntamente com uma crítica ao povo brasileiro, dizendo que a mudança tem que começar em nós. E o disco fecha com a belíssima "Queria Te Dizer", que é uma das melhores baladas já compostas pela banda.

Escutei muito esse disco em meados de 2006 e 2007 e depois de muito tempo, voltei a escutar e me fez ter um sentimento a mais por ele, subindo para o posto de meu disco predileto da banda. Sei que isso varia de acordo com o tempo (Indiferença e Depois Da Guerra já ocuparam esse posto), mas nesse meu momento, "Além Do Que Os Olhos Podem Ver" está em primeiro lugar. O vocal do Juninho está muito bom, não deixa a peteca cair e a guitarra do mesmo não preciso nem comentar! O baixo do Duca está bem na cara, uma verdadeira aula. Jean, como sempre, surpreendente! Lufe, o baterista convidado encaixou como uma luva para a proposta do álbum.

Nota: 10/10
by Gustavo Hoft

Oficina G3 na época era: Juninho Afram (vocal e guitarra); Duca Tambasco (baixo) e Jean Carllos (teclado).

Canais oficiais:

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Michael Sweet - Reborn Again [2021] #REVIEW

 

Em 2005 o Stryper lança um novo álbum de estúdio depois 15 anos com o disco Reborn, que dividiu opiniões entre o público. O que era para ser um disco solo do Michael Sweet, virou um álbum do Stryper. Muitos criticaram por causa da produção: a bateria abafada, sem quase nenhum solo nas músicas, enfim, ficou bem aquém do que o público em geral estava acostumado.

Mas como eu sou do contra, confesso que gostei do disco, apesar de óbvio ter notado a diferença do som. Não sou contra quando uma banda quer fazer algo diferente. Às vezes dá certo, como por exemplo, o Dream Theater quando lançou o "Awake", totalmente diferente de seu antecessor "Images And Words". Mas muitas vezes dá errado, como o "Load" do Metallica. No caso do Stryper, eu diria que dividiu opiniões.

Versão lançada pelo Stryper em 2005.

Michael Sweet manifestou o desejo de relançar o álbum como ele deveria ter sido lançado, com os solos, uma produção melhor e mais limpa. Então, acabou de sair do forno esta nova versão. Quero enfatizar que o álbum não foi regravado, e sim remixado e remasterizado a partir da versão demo, antes de ser gravada pelo Stryper, com alguns poucos vocais e guitarras refeitos. O som da bateria está infinitamente melhor! As guitarras estão mais "na cara". 

O disco abre com "Open Your Eyes", que está com um solo lindo, algo que a música merecia demais! Ela já tinha solo, mas esse novo ficou muito melhor. "Reborn" está com um efeito no fundo que encaixou muito bem na proposta da música. E como não poderia deixar de ser, ganhou um solo que encaixou na música como uma luva. E meus amigos, que solo!

"When Did I See You Cry" está com o começo um pouco diferente da versão do Stryper. Na minha opinião, umas das melhores mas que tinha um "solo" bem meia boca e agora tem solo à altura que a canção pede. "Make You Mine" percebi pouquíssimas diferenças, exceto pelo solo. Agora a linda "Passion" deu uma baita diferença com a guitarra mais clara e o solo, ficou bonita demais!

"Live Again" sempre achei muito legal, mas com a nova roupagem ela ficou mais cristalina. "If I Die" ficou mais pesada e "Wait" continua sendo um bom Pop Rock, mas destaco nela o baixo, que está aparecendo mais. "Rain", exceto de pela melhora na produção, percebi pouca diferença. Eu já gostava dela na versão original. "Ten Thousand Years", essa sim, com a nova produção deu outra cara. Sempre achei ela a mais fraca, mas como uma melhorada na produção pode mudar nossa opinião. As guitarras mais claras e o som da bateria melhorado deu outro ar na música. Vale lembrar que ela é uma versão do hino tradicional "Amazing Grace". 

O disco fecha com uma versão remixada de Passion, que confesso que não me agradou. Eu diria que é totalmente desnecessária.

Então, ouvindo novamente essa nova versão, fica-se claro que a produção conta e muito no produto final. Eu creio que Michael Sweet conseguiu entregar o que ele queria. 

Nota: 8,5 / 10
by Gustavo Hoft

Links oficiais:

quinta-feira, 25 de março de 2021

Chamado - Aurora EP [2020] #REVIEW

 

A banda Chamado é oriunda de Guarulhos-SP e nos apresenta um Heavy / Power Metal de 1ª linha cantado em português. A banda já havia lançado um singles antes, da música "Eis-Me Aqui", mas agora nos apresenta o EP "Aurora", lançado de forma independente pela banda.

O EP abre com introdução "Sintonize" onde ouvimos um rádio procurando sintonizar, com alguns momentos irônicos, diga-se de passagem. Mas preparem seus ouvidos, porque a faixa "Foi Por Nós" já chega quebrando tudo! Que música poderosa! Destaco aqui uma parte da letra: 

Ele se deu, se deixou consumir
O Seu sangue jorrou para o mundo remir
Sofreu demais, foi por nós!

"Foi Por Nós" com certeza é uma música que agradará os fãs do Metal. Peso, ótimos arranjos, excelente interpretação vocal, tudo de forma profissional demais!

"Só Agora" já entra na sequência, com uma pegada mais Prog. A letra fala sobre como os prazeres da vida podem nos enganar e que a verdadeira felicidade só encontraremos em Jesus. Essa faixa conta com a participação do guitarrista Pedro Esteves (Liar Symphony; Dead Man Walking; Hardshine).

"Chamado" é a balada do EP, com lindo arranjo de cordas. A letra é um show a parte, que fala do sacrifício de Jesus e como Ele nos chama para a santidade. Destaco aqui o belo trabalho no violão do guitarrista Vitor Silva.

Foi xingado, torturado
Como nada foi tratado
Sem chances diante dos soldados
Morreu numa cruz
Cordeiro imolado

Deus nos salvou
E nos chamou à santidade
E o melhor Ele tem para te dar!

E o EP fecha com um cover: "Working Man" do Eterna e que conta com a participação do tecladista Douglas Codonho do Eterna. Um excelente tributo a uma das maiores bandas de Metal do Brasil!

Você pode ouvir o EP "Aurora" nas principais plataformas digitais, ou fazer como eu e comprar o disco físico diretamente com a banda. Posso lhe garantir, vale muito a pena!

Nota: 10/10
by Gustavo Hoft

Chamado é: Rafael Allison (vocal); Vitor Silva (guitarra); Welder Sant (baixo) e Wil Santos (bateria)

Contatos:

quinta-feira, 18 de março de 2021

Pacto7 - Nada Vai Nos Parar [2021] #REVIEW

 

A banda Pacto7 é uma banda de Rock Alternativo / Nu Metal de João Pessoa, estado da Paraíba. Com um EP lançado em 2019, "Monstro", a banda vinha lançando singles desde então, nos dando uma prévia do seria seu 1º álbum completo, que será lançado dia 20/03, mas que eu tive o privilégio de conferir antes de todo mundo na íntegra e posso falar para vocês: está muito bom!

Com forte influência de Skillet, o Pacto7 também bebe de fontes como Oficina G3 e Stryper, que dá para perceber em alguns momentos, principalmente nos solos. Então, vamos ao álbum...

O disco abre com a ótima "Revolução" que fala a respeito do sistema que tenta nos controlar e que apesar disso, não podemos nos calar. Já emenda com a sensacional "Torre De Babel", que além de fazer alusão à passagem bíblica de Gênesis 11 juntamente com a pretensão humana. Destaque o refrão: 

Caia a torre de Babel 
Não chegará ao céu 
Mais alto grito: Caia!
Deixe cair até o chão
Que venha à confusão
Mais alto grito: Caia!

Em seguida, sem perder o ritmo, vem "Profundo Mar". A letra fala que mesmo em meio aos problemas, temos que lutar e frutificar. Com bastante peso, "Sem Medo" me dá a impressão de ser uma continuação da faixa interior, devido ao tema. O refrão dessa é matador!

"Correntes" e "Meu Abrigo" tem uma boa pegada e fazem bem esse meio de campo do disco, ambas com boas letras. E falando em letras, o Pacto7 é show a parte em suas letras. O meninos bebem de boa teologia!

Agora "Ruínas" tem um riff lindo e que apesar de ter um ritmo mais cadenciado, não perde a qualidade do restante. "Esse Sou Eu" eu não diria que é uma música ruim, longe disso. Mas confesso que não me chamou muito a atenção, exceto pelo refrão que achei bem legal. Mas, em minha humilde opinião, é a mais fraca do disco. Como disse, não é uma música ruim, mas acaba passando despercebida.

"Mais Forte" conta com a participação do Profeta Rique, um rapper de Remigio (PB) e mais uma vez chamo a atenção para a letra:

Tentaram nos calar
Tentaram nos derrubar
Mas o que não mata, deixa mais forte
Não podem nos domar
Não podem nos controlar
Mas o que não mata, só deixa mais forte

Agora é meu momento de falar da minha faixa preferida, "Cegos". Tudo nessa música é bom: riffs, o peso na medida certa, vocais, letra. Baseado na passagem que Jesus fala de um cego guiar outra cego e ambos caindo no buraco (Lucas 6:39).

Eu vejo cegos guiando cegos
Pra própria destruição!
Estão perdidos e cegos pelo ego
E na vala caírão!
Então seja a luz que ilumina as trevas
Da terra seja sal!
Eu vejo cegos guiando cegos
Pra própria destruição!

"Nada Vai Nos Parar" tem uma pegada mais Rock N' Roll, com pegadas de Southern Rock e New Metal, mas não ache que não saiu algo bom dessa mistura, a música é muito boa. E para fechar, uma versão acústica de "Nada Vai Nos Parar" com uma pegada quase Reggae e com mudanças na letra.

O Pacto7 nos presenteia com um ótimo disco de estreia. Se você é fã do estilo, não pode deixar de conferir. O álbum estreia nas plataformas digitais no sábado, dia 20 de março.

Nota: 9,0/10
by Gustavo Hoft

Pacto7 é Nathan Castro (vocal e guitarra solo); André Luís (guitarra base e vocal); Willian Martins (baixo) e Ricardo Castro (bateria)

Contatos:

Oficina G3 - Além Do Que Os Olhos Podem Ver [2005] #REVIEW

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